Segundo dia de Tour
Começámos por fazer check out do Wingate Institute e fomos para Herzliya onde iremos ficar num hotel.
Depois de deixarmos as nossas malas no hotel seguimos viagem.
Hoje sim, é dia de passeio e conhecimento!
Começámos por ter um guia, que apesar de saber muita história, gostava de acrescentar a sua e o seu ponto de vista =) o Mestre Eli fez-nos companhia no nosso passeio.
Na falta de música tínhamos uma Amália a bordo
Hoje tivemos direito a uma Guia a sério, de seu nome Hebraico Yehudith, que foi uma mais valia para o nosso Tour pois sabia muito de tudo e tem uma história de vida enorme. Nasceu na Bélgica, em 1942 mas veio com os seus pais para Israel tinha 6 anos, pois eram Judeus. Aos 15 anos alistou-se como voluntária no Exército Israelita onde chegou a combater.
Durante a viagem a paisagem era esta
Árvores, árvores e mais árvores... Mas se pensarmos bem Israel está situado num deserto, por isso como é possível haver tantas árvores num deserto?!
Depois da Guerra dos 6 Dias ou da Independência, de forma a travar a erosão dos solos e a aumentar a humidade do ar, foi instalada a nível nacional um sistema de rega de gota a gota, assim há árvores em todo o lado. Todas as árvores que vemos foram plantadas pelo povo Israelita.
Também durante a Guerra da Independência - se virem o filme "Oh! Jerusalém" também lá podem ver isto retratado - foram construídos pequenos muros ao longo dos montes desde Telaviv até Jerusalém, cerca de 67km, de forma a facilitar a passagem de comida, medicamentos e armas aos Judeus que se encontravam dentro de Jerusalém a lutar pelo nascimento de Israel. Aqui podem ver esses muros
1ª paragem:
Yad Vashem
Não sabia para o que vinha, mas sem sombra de dúvida foi o sítio que mais me marcou em toda a visita a Israel.
Yad Vashem é um Museu Memorial das Vitimas do Holocausto. Logo à entrada podemos ver:
"I will put My breath into and you shall live again, and I will set upon your own soil"
Não era permitido tirar fotos na maioria dos sítios, mas se visitarem o
site do museu ficam a conhecer um pouco melhor. De qualquer forma, ficam aqui algumas fotos tiradas cá fora.
Todas as árvores existentes nos jardins do Museu foram plantadas por sobreviventes do Holocausto, ou por familiares directos, ou então por pessoas que ajudaram os Judeus durante o Holocausto.
É impossível descrever o que se sente ao entrar num sítio destes, sei que dei por mim com as lágrimas a correrem-me pelo rosto por diversas vezes, enquanto via uns
filmes da vida do povo Judeu antes e depois dos campos de concentração, enquanto via as fotos parcialmente queimadas retiradas dos bolsos de cadáveres carbonizados, por ver de tão perto os instrumentos de medição usados para confirmar as medidas, arianas ou não, das pessoas, os fatos às riscas, o monte de sapatos queimados...
Todas as salas eram marcantes, mas há duas que não me saem da cabeça: o
Hall dos Nomes onde estão os arquivos com registos todas as vítimas conhecidas do Holocausto, com todos os seus dados biográficos e o
Memorial das Crianças. No primeiro podemos ver no centro um buraco grande e fundo. Perguntei à Yehudith se o buraco tinha algum significado, uma vez que está no centro da sala. "Não importa quão grande, profundo e negro é o buraco onde te encontras, Deus estará sempre lá por ti" Não sei se são estas as palavras exactas, mas o significado e a ideia é essa... É um ditado Judeu.
Em relação ao
Memorial das Crianças, mais do que a sala em si, que é uma sala com velas e cheia de espelhos que multiplicam as velas milhares de vezes - uma chama por cada criança, o que realmente me marcou foi ouvir o que eles dizem, 24 horas por dia. O nome, a idade e o país de origem de todas as crianças mortas no Holocausto. Mais ainda por a Yehudith nos ter dito que durante a sua longa vida como Guia Turística, em que visitou o Museu e o Memorial das Crianças imensas vezes, teve a oportunidade de num dia enquanto lá estava ouvir o nome dos seus 5 tios. Mal entrei ouvi o nome duma criança, 8 anos, da Hungria, não pude evitar e pensar nos meus sobrinhos... Saí de lá o mais rápido que consegui! Só de pensar nisso fico com os olhos cheios de lágrimas....
O tempo médio necessário para se ver tudo são 4 horas e nós só tivemos pouco mais de 1 hora para percorrer todo o Museu. Tenho quase a certeza de que hei-de voltar para poder ver tudo. O Moisés também quer vir. Um dia...